Descrever-se é um convite. Em muitos casos, um convite à vaidade e ao exercício de narcisismo; em poucos casos, um voltar de cabeça para dentro de si e, a um só tempo, um movimento de observação e aprendizado de quem se é. Ser ou não ser, eis a mais célebre questão já levantada pelo tema. Muitas vezes descobrimos aos poucos quem realmente somos; outras perdemos muito tempo e sabemos pouco de nós mesmos; outras ainda - e este é o meu caso particular - precisamos morrer para, ao renascer, descobrirmos verdadeiramente quem somos.
Ivo
Assinar:
Postar comentários (Atom)
No retrato que me faço - traço a traço - às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore...
ResponderExcluiràs vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança... ou coisas que não existem mas que um dia existirão...
e , desta linha, em que busco - pouco a pouco - minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
corrigido por um louco!
" Mário Quintana"
É isso aí!!!!!
Bjs
Katia Maia