Eu sou uma pessoa que sonha em ser alguem. Para isto tenho que traçar minhas proprias metas. A realizaçao de um sonho deve sair da concretizaçao de cada uma das metas traçadas. Para isto meu esforço sera´ fundamental. Meu sonho e´ um sonho simples de um cidadao simples. Um trabalho digno e dignamente remunerado, uma familia digna e um lar digno. Alcançar este objetivo e´ a minha maneira de concretizar o meu sonho. Vocaçao e´ uma peça rara, entao o trabalho passa a ser a meta. A familia e´ a base onde o amor e a ajuda mutua hao de construir o lar.
Maicon Quirgo
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
UM REI
Menino humilde, proveniente de família pobre, cresceu vendo os amigos metidos com o tráfico de drogas e empunhando armas de fogo. Seu sonho era se tornar um jogador de futebol e aos dezessete anos já estava incluído no plantel principal do time de seu coração. Não demorou muito a fazer os gols que o levaram a brilhar e o conduzir à seleção. Aos dezenove anos foi convocado pelo técnico Émerson Leão e, ainda muito cedo, vendido para a Europa, onde ganhou prestígio e fama mundial com a camisa da Internazionale, além do apelido carinhoso com que os adeptos da Inter o ovacionavam: Imperador. O tempo foi passando, a idade chegando e o título de Imperador permanecia e se perpetuava na memória de todos, tanto dos fãs quanto dos críticos que não largavam de seu pé. Longe de casa Adriano foi perdendo o gosto pelo futebol e cada vez vinha atuando menos nos gramados, o que gerou uma mudança de opinião quanto ao seu real valor de jogador profissional. Somente os que realmente conheciam Adriano é que poderiam ajudá-lo naquele momento difícil e isto ficava evidente em seus próprios pensamentos, já que "a eternidade" de suas origens era de que sentia falta. Enfim regressa ao Brasil, ao Rio de Janeiro, ao Flamengo buscando novos ares - que em verdade eram os velhos ares que bem conhecia. Desejo de coração que este guerreiro encontre seus verdadeiros companheiros para ajudá-lo a retomar o caminho da excelência no campo, que automaticamente estará retomando o caminho da excelência na vida.
Leandr0 Falca0
Leandr0 Falca0
quarta-feira, 15 de julho de 2009
René Girard vê como se lê a Bíblia atualmente

Hoje se publicam mais livros sobre a Bíblia do que nunca, mas a Bíblia nunca esteve tão pouco presente em nossa história. É preciso ver tal situação de uma perspectiva nietzscheana-heideggeriana: “o retraimento de Deus”. Acho que a expressão heideggeriana “o retraimento de Deus” é na verdade antinietzscheana, já que a “morte de Deus” é ainda muito cristã para ele. Afinal, o Deus que morre é Cristo. E uma vez que Deus morre, a idéia de ressurreição tem de vir logo em seguida: como vimos, é o que acontece no aforismo 125 de A gaia ciência, um dos textos mais impressionantes de Nietzsche, no qual ele consegue dizer coisas que vão além de sua própria indagação. A morte de Deus e a pergunta acerca de como podemos oferecer reparação por essa morte levaram Nietzsche à idéia do assassinato fundador. A noção heideggeriana de retraimento dos deuses constitui um esforço para negar a primazia do Deus bíblico ainda presente na fórmula nietzscheana. A fórmula proposta por Heidegger significa que a religião em geral está perdendo espaço, não só o Deus cristão; o que é verdade. A antiga ordem sacrificial pagã está desaparecendo por causa do Cristianismo! Este parece estar morrendo com as religiões que faz perecer, visto ser considerado apenas mais uma religião mítica em termos sacrificiais. O Cristianismo não é apenas uma das religiões destruídas, é o agente dessa destruição. A morte de Deus é, em todos os sentidos, um fenômeno cristão. O ateísmo moderno corresponde a uma invenção cristã. Inexiste ateísmo no mundo antigo, excetuando-se o epicurismo, que era limitado e cuja negação dos deuses não era particularmente incisiva, beligerante. Não negava Deus contra alguma coisa ou alguém, não exibindo o forte caráter negativo do ateísmo moderno.
O desaparecimento da religião é um fenômeno cristão por excelência, pois. Quando falo de desaparecimento, refiro-me à religião como algo que associamos à ordem sacrificial. E a religião assim entendida continuará a desaparecer em todo o mundo. Conversei com um estudioso de sânscrito a esse respeito: tal processo também está ocorrendo na Índia e, embora bem mais lento por lá, vem acelerando-se. O retraimento de todos os deuses é o primeiro fenômeno transreligioso. Outro fenômeno dessa magnitude que estamos presenciando sem nos darmos conta é o fundamentalismo. E é interessante observar que os fundamentalistas não tomam conhecimento dos fundamentalistas de outras religiões. São inteiramente autocentrados, interessando-se apenas pelo seu próprio fundamentalismo e lutando pela extinção de outras formas de religião. Por exemplo, parece-nos inconcebível uma Internacional fundamentalista, embora possamos imaginar uma ateísta. Mas, a meu ver, ambos são aspectos da mesma destruição da religião, destruição essa que é essencialmente uma decorrência do Cristianismo, pelo fato de desacreditar o sacrifício. Sem acreditarmos em sua eficácia, este não pode existir. Graças ao Cristianismo, não mais acreditamos.
O desaparecimento da religião é um fenômeno cristão por excelência, pois. Quando falo de desaparecimento, refiro-me à religião como algo que associamos à ordem sacrificial. E a religião assim entendida continuará a desaparecer em todo o mundo. Conversei com um estudioso de sânscrito a esse respeito: tal processo também está ocorrendo na Índia e, embora bem mais lento por lá, vem acelerando-se. O retraimento de todos os deuses é o primeiro fenômeno transreligioso. Outro fenômeno dessa magnitude que estamos presenciando sem nos darmos conta é o fundamentalismo. E é interessante observar que os fundamentalistas não tomam conhecimento dos fundamentalistas de outras religiões. São inteiramente autocentrados, interessando-se apenas pelo seu próprio fundamentalismo e lutando pela extinção de outras formas de religião. Por exemplo, parece-nos inconcebível uma Internacional fundamentalista, embora possamos imaginar uma ateísta. Mas, a meu ver, ambos são aspectos da mesma destruição da religião, destruição essa que é essencialmente uma decorrência do Cristianismo, pelo fato de desacreditar o sacrifício. Sem acreditarmos em sua eficácia, este não pode existir. Graças ao Cristianismo, não mais acreditamos.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
NÓS E OS OUTROS

Se passarmos os olhos pelas diversas épocas, verificaremos desde logo que os que mais brilharam, os que receberam o afago dos elogios fáceis, os que empolgaram mais facilmente grupos imensos de admiradores não foram os maiores de sua época, mas os menores, os que encontram um lugar inexpressivo na história do conhecimento humano.
Não é de espantar que, em Atenas, a democracia grega (que o era apenas de uma minoria de senhores e de uma maioria de escravos) condenasse Sócrates à morte, porque ele ensinara aos homens serem mais dignos, mais nobres e mais honestos? Não é de espantar que Platão permanecesse quase anônimo ante o seu povo, enquanto um Górgias, um Hipias brilhavam como luminares do saber?
E não se acusem os gregos desse defeito. Ele se repete sempre em toda a história humana. Não vimos em pleno século XVIII Hegel pontificar na Alemanha como filósofo absoluto, Krause, no fim do século passado, empolgar multidões de pensadores, Bergson brilhar no princípio deste com uma auréola que empalidecia os grandes luminares do passado, e modernamente um Sartre ser erguido às culminâncias, para em muito breve despencar-se, enquanto ainda há literatos da filosofia que ascendem um Russel, um Moritz aos pináculos do conhecimento?
Não vimos a tremenda propaganda que em nossos dias receberam vultos de medíocre valor, a ponto de serem considerados por muitos como definitivos marcos no caminho do saber, após os quais nada mais cabia para ser feito?
Não é de espantar que, em Atenas, a democracia grega (que o era apenas de uma minoria de senhores e de uma maioria de escravos) condenasse Sócrates à morte, porque ele ensinara aos homens serem mais dignos, mais nobres e mais honestos? Não é de espantar que Platão permanecesse quase anônimo ante o seu povo, enquanto um Górgias, um Hipias brilhavam como luminares do saber?
E não se acusem os gregos desse defeito. Ele se repete sempre em toda a história humana. Não vimos em pleno século XVIII Hegel pontificar na Alemanha como filósofo absoluto, Krause, no fim do século passado, empolgar multidões de pensadores, Bergson brilhar no princípio deste com uma auréola que empalidecia os grandes luminares do passado, e modernamente um Sartre ser erguido às culminâncias, para em muito breve despencar-se, enquanto ainda há literatos da filosofia que ascendem um Russel, um Moritz aos pináculos do conhecimento?
Não vimos a tremenda propaganda que em nossos dias receberam vultos de medíocre valor, a ponto de serem considerados por muitos como definitivos marcos no caminho do saber, após os quais nada mais cabia para ser feito?
ARISTÓTELES E O MUNDO

De que o mundo é feito?
Esta pergunta, que intriga o homem desde os mais remotos tempos, resultou em muitas hipóteses e teorias. Já se acreditou que tudo era formado pela água e suas mutações (Tales de Mileto – 640/562 a.C.), ou pela substância estranha Apeiron, de Anaximandro (611/545 a.C.). Só com Empédocles (492/432 a.C.) nasce a idéia de que quatro elementos fundamentais compunham tudo o que podíamos observar: a terra, o fogo, o ar e a água. Eram, então, quatro os elementos primordiais. Por outro lado, Pitágoras (570/497 a.C.) acreditava que o universo poderia ser explicado pelos números, criando uma escola intuitiva. Acreditava-se, por exemplo, que a Terra era plana e flutuava imóvel num espaço vazio. O Sol era tido como um fogo central (Filolau - 480/400 a.C.). Todas as teorias tentavam explicar como o movimento dos planetas era ordenado e que força havia por trás desses movimentos.
Surge então nosso personagem principal: Aristóteles de Estagira (384/322 a.C.), uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos, para quem a observação é a origem do conhecimento. Para Aristóteles, a Terra é um mundo imperfeito, corruptível e sujeito a contínuas e profundas modificações. E mais, tudo tem um propósito intrínseco, ou seja, um menino cresce por que esse é seu propósito, da mesma forma que uma pedra cai porque a Terra é seu lugar natural e é lá que deve permanecer. O céu, por outro lado, é o lugar da perfeição, diante da harmonia que Aristóteles podia perceber. A diferenciação entre Céu e Terra também exigia que esses dois mundos fossem feitos de materiais diferentes. A Terra era composta pelos quatro elementos de Empédocles, mas o Céu, perfeito, era composto pelo quinto elemento, puro, inalterável, transparente e sem peso, chamado éter. Com isso, Aristóteles conseguia explicar por que na Terra as coisas cresciam e morriam e no Céu os astros eram sempre os mesmos. A Física construída por Aristóteles é uma teoria científica altamente coerente e elaborada, com base filosófica bem sedimentada e a tudo (Biologia, Filosofia) envolve. Por exemplo, considerava que a água continha terra e o vapor assumia uma tendência natural de subir, pois ao se refinar eliminava a parte imperfeita que o compunha, a terra. Física para Aristóteles é a ciência da natureza e trata de algo real - o cosmos existente, que chega a nós através dos sentidos. Tal como Aristóteles e o mundo grego a entendem, a física é o mundo dos fenômenos - o mundo que se apresenta diante de nós, considerado na sua totalidade. Quando somamos 2 + 2 e chegamos ao resultado 4 temos diante de nós um fato, embora só tenhamos chegado até este fato pelo raciocínio. O mundo real se liga à sua própria verdade pela lógica do raciocínio. Observar atentamente o mundo é o motor do raciocínio lógico. Einstein, séculos mais tarde, se curvaria a esta constatação de Aristóteles ao afirmar que o mais incompreensível do Universo é que ele é, de fato, compreensível.
sábado, 11 de julho de 2009
O MITO DA CAVERNA
No livro VII de A República, Platão narra o Mito da Caverna, uma alegoria de Sócrates sobre a concepção da realidade e do conhecimento. Estão dentro de uma caverna desde a infância homens acorrentados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; a única luz provém de uma fogueira atrás deles. Entre o fogo e os prisioneiros há um caminho por onde passam outros homens que transportam toda espécie de objetos, estatuetas de homens e de animais; uns falam, outros permanecem calados. O que esses homens acorrentados poderão observar é as sombras dos objetos projetadas no fundo da caverna. Como os homens que passam pelo muro, atrás deles, falam entre si, ouvirão os ecos que chegam a eles do fundo da caverna, atribuindo a origem dos sons às próprias sombras."De qualquer forma" - afirma Sócrates -, "pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos."
A caverna simboliza o mundo sensível a que estamos aprisionados e do qual só podemos perceber as sombras das coisas. O exterior é o mundo intelegível das idéias, mundo de luz, realidade objetiva e conhecimento. Cabe ao homem se libertar das correntes, sair da caverna e tomar contato com o mundo exterior.
OS GUERREIROS-GUARDIÕES DE SÓCRATES

Em "República" Platão descreve o diálogo no qual Sócrates pesquisa a natureza da justiça e da injustiça. Para isso, transferindo a análise do individual ao coletivo, imagina a construção de uma cidade ideal. À medida em que essa cidade vai sendo construída, desde sua forma mais primitiva até se tornar mais complexa, há a necessidade de uma especialização de tarefas cada vez maior. Essa cidade terá então uma classe de guardiões para defendê-la e estes deverão receber uma boa educação para que sejam, segundo Sócrates, “brandos para os compatriotas e duros para os inimigos; caso contrário não terão de esperar que outros a destruam, mas eles mesmos se anteciparão a fazê-lo”. Os gerreiros-guardiões de Sócrates receberão a melhor educação a fim de se tornar os melhores entre os cidadãos. Sua educação será à maneira tradicional grega, isto é, através da ginástica para o aprimoramento do corpo e da música para gerar harmonia na alma.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
FLAMENGO E EU
O Flamengo me ajudou a ser o que eu sou hoje, um homem do bem, com a vibração e a emoção que carrego comigo. Recordo-me de vários triunfos e uma quantidade enorme de gols do Romário. Além disso, também foi grande o aprendizado para futuramente vir a exercer o que eu aprendi, observando, observando muito, para então jogar com todos os tipos de pessoas possíveis. O futebol abriu minha visão para o mundo, quando tinha 13 anos já jogava em quase todos os condomínios de Niterói, não tinha como não viver o Futebol. Mais que jogo, era paixão. Era na praia de Icaraí onde rolava o futebol em que havia um melhor nível. Existia uma espécie de preconceito com o pessoal da minha idade e muitos dos mais velhos não nos deixavam jogar. Como em toda "turma" sempre há quem melhor entrosa com a gente e desenrolava para encaixar um ou outro em algum time. Vendo o grande baixinho Romário exibir o seu talento, seu exemplar futebol, vendo o Flamengo brilhar no gramado e principalmente na arquibancada, vendo a rapaziada jogar o fino, observando, observando sempre, tentando fazer igual, fui me tornando também bom de bola e, em muitas coisas que faço, tenho o privilégio de fazer bem, graças a Deus. Por ser um menino sonhador e deixar idéias guardadas em minha mente, fui mais de observar para aprender, mas posso afirmar com convicção ter apreendido qualidades que podem ser aproveitadas de variadas formas e aspectos. Ainda falando sobre meus talentos, que eu mesmo não sei como descrevê-los, desconfio que os encantos são de pura magia e, apesar de não saber direito se acredito, deve ser de outro mundo ou coisa parecida, coisa de lendários sábios, reis e rainhas divinos, Deuses que possuem os dons e escolhem a quem os doar, alguns simples seres humanos como eu. O que tenho em mente é que Deus quer apenas que eu viva em paz. E paz é o que todos queremos, mas antes temos que a merecer...
Leandro
Leandro
QUEM SOU EU? DIGA-ME, ESPELHO MEU!
Descrever-se é um convite. Em muitos casos, um convite à vaidade e ao exercício de narcisismo; em poucos casos, um voltar de cabeça para dentro de si e, a um só tempo, um movimento de observação e aprendizado de quem se é. Ser ou não ser, eis a mais célebre questão já levantada pelo tema. Muitas vezes descobrimos aos poucos quem realmente somos; outras perdemos muito tempo e sabemos pouco de nós mesmos; outras ainda - e este é o meu caso particular - precisamos morrer para, ao renascer, descobrirmos verdadeiramente quem somos.
Ivo
Ivo
MORA NA FILOSOFIA
Filosofia antes de tudo é a necessidade de entender a realidade que circunscreve toda a experiência. Ainda que não tenhamos o instrumento adequado para perscrutar a realidade da nossa experiência, intuimos a existência de algo que ultrapassa a esfera da experiência e possibilita a inspiração. Inspiração que estranhamente se confunde com memória.
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